
A mamoplastia redutora é uma cirurgia estética que visa reduzir o tamanho e o volume das mamas. Além de melhorar a aparência, o procedimento pode aliviar o desconforto ou os sintomas dolorosos associados a mamas grandes, como tensão muscular, dor e machucados na pele.
Quando a mamoplastia redutora é indicada?
Geralmente, a mamoplastia redutora é indicada nos seguintes casos:
- A mulher sente dores nas costas e no pescoço devido ao volume das mamas;
- A mulher apresenta o tronco curvado, provocando alterações na coluna devido ao peso dos seios;
- O tamanho das mamas impacta a autoestima da mulher;
- O tamanho volumoso das mamas impede a mulher de realizar atividades cotidianas, como a prática de atividades físicas;
- Quando surgem lesões na pele causadas pelas alças de sutiãs e biquínis, sendo que, muitas vezes, essas lesões podem até mesmo infeccionar;
- Os seios estão flácidos e pendentes;
- A mulher apresenta erupção cutânea crônica ou irritação da pele no sulco mamário (sob as mamas).

Quais cuidados tomar antes da cirurgia?
Antes de realizar a mamoplastia redutora, é crucial que se informe ao cirurgião sobre a possibilidade de gravidez e uso de algum medicamento, suplemento ou ervas.
O cirurgião também fará algumas perguntas sobre a saúde de modo geral, como a ocorrência de cirurgias prévias nas mamas e de histórico familiar de câncer de mama, avaliando todas as condições pré-existentes de saúde ou fatores de risco. Além disso, durante a consulta, o cirurgião irá:
- Examinar os seios e avaliar o peso e a altura da paciente, a qualidade da pele e a posição dos mamilos e das aréolas;
- Tirar fotos para o prontuário médico;
- Discutir os benefícios e os riscos da mamoplastia redutora;
- Alinhar as expectativas;
- Informar sobre o formato da cicatriz;
- Informar sobre os cuidados no pós-operatório.
Será solicitado ainda que a paciente pare de fumar 30 dias antes da mamoplastia redutora e, se for necessário, o cirurgião pode suspender ou ajustar as doses de alguns medicamentos que porventura estejam em uso. Ácido acetilsalicílico, anti-inflamatórios e medicações naturais devem ser suspensos, pois estes podem aumentar o sangramento.
Como é realizada a mamoplastia redutora?
A mamoplastia redutora é realizada em ambiente hospitalar, com anestesia geral ou peridural com sedação, e demora, em média, três horas. Durante o procedimento, é marcado a aréola com bisturi e realiza-se uma incisão em formato de T invertido ou de âncora. Esse é o tipo mais comum, no qual o corte é realizado seguindo o sulco da mama e próximo à aréola, utilizando a técnica de mamoplastia redutora pela técnica de Pitanguy.
Em seguida, o cirurgião diminui o volume na porção inferior da mama, seguido de montagem do órgão com reposicionamento da aréola. Para finalizar, o cirurgião coloca um dreno em cada mama, fecha as incisões com pontos e pode usar cola cirúrgica no término do procedimento. Em alguns casos, a lipoaspiração lateral é combinada com a mamoplastia redutora para proporcionar uma forma mais harmoniosa às mamas. No pós-operatório imediato, o fisioterapeuta auxilia no curativo, utilizando o taping.

Como é a recuperação da mamoplastia redutora?
Finalizada a mamoplastia redutora, as mamas são envolvidas com ataduras e um sutiã cirúrgico para mantê-las no lugar. Em geral, também é recomendado fazer uso de medicamentos para reduzir a dor e o risco de infecção. Nos primeiros dias após a mamoplastia redutora, os seios podem ficar inchados e doloridos.
Quais os riscos da cirurgia?
A mamoplastia redutora pode ter os mesmos riscos que outras cirurgias de grande porte, ou seja:
Como é a cicatriz da mamoplastia redutora?
As cicatrizes da mamoplastia redutora inicialmente serão levemente avermelhadas, mas conforme o processo de cicatrização avança, estas vão se tornando mais claras.
As cicatrizes, porém, podem não desaparecer totalmente – ainda que possam ficar discretas. Além disso, as incisões são feitas em locais que geralmente ficam cobertos pelas roupas.
Para saber mais, entre em contato com o Dr. Deilton Duarte e agende uma consulta.
Fontes:
Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP)
